quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fogo e Ouro



        Já não sou mais tão jovem quanto já fui. Mas também não sou tão velho como ainda vou ser! Conforme o tempo passa e os desafios da vida adulta batem a minha porta não posso deixar de pensar como amadurecer me mudou e como ainda vai me modifi- car mas uma coisa é certa: Para viver é preciso crescer e para crescer é preciso pagar um preço do mesmo jeito que para uma chama queimar é necessário combustível.
          Ta ai a metáfora perfeita para o envelhecimento,uma chama   que na nossa infância não existe e só acende com os primeiros vislumbres do que virá a ser a vida adulta. A partir destas primei- ras fagulhas começa a se alimentar da nossa inocência e logo so- mos seres maliciosos e debochados com um fogo interno que che- ga a superfície da pele e queima os nossos olhos quando temos o coração partido.
          Por mais trágico que pareça não é eterno, já que um dia essa chama se cansa da inocência e passa a consumir memórias, senti- mentos, liberdades, pessoas, erros e acertos,tudo que ela achar que é de direito dela será. E o incrível é que mesmo nos tirando tudo isso a chama nos compensa com algumas qualidades como paciência com o mundo, força para os momentos difíceis, uma certa sensibilidade para apreciar as coisas belas da vida,novas memórias sentimentos liberdades pessoas.
         Ao final desse processo a chama brilha forte e você não é mais alguém imaturo ou irresponsável e sim uma pessoa capaz de feitos incríveis e nobres. Talvez ainda esteja crescendo, talvez não com certeza, e o fato de eu me importar mais com um olhar meigo do que com alguns estereótipos de beleza seja um indicio que eu estou no caminho certo.
      
                                                                 Di. H

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