quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Distância


                                                   

      Amar, deveria significar sofrer como sua irmã paixão faz no latim, não por causa dos clichês de amores platônicos e corações partidos e nem dos clássicos como “amor é fogo que arde sem se ver”. Além disso, venho falar do outro lado, de quando o amor acaba, de quando o sentimento não arde e dá pra ver.
     
      Por quantas já fui capaz de fazer juras eternas e hoje não passam de memorias bobas em minha cabeça. Como exprimir o desconforto de que tudo o que passei por elas agora só são situações fantasmas em minha memória. Sei lá, culpo os hormônios por isso.
     
     Pois bem chegamos a você, tudo sempre acabava em você né? Sonhos, pensamentos, tristezas e alegrias, sempre davam em você. Aquela a que eu mais amei aquela pela qual eu fiz mais sacrifícios, pela qual eu mais lutei e agora luto pra te esquecer... Nem luto mais, não preciso, eu já venci.
   
     Este texto foi feito pra dizer a tristeza que é saber que as memórias boas que tenho de nós vão se esvaziar, já estão se esvaziando e ainda estou pra decidir se algumas já não perderam o sentido. O acordo final foi  “me esqueça e eu te esqueço” , mas se até você que é especialista em descartar as pessoas chorou imagina eu que te coloquei no centro de tudo, sem nem poder mais pela idade culpar os hormônios por isso, fico. Com um grande vazio no lugar onde você  ficava, e também sofro por isso.
   
     No final só resta viver sem você, cada um pro seu lado e tentar ficar feliz por isso ter acontecido, pois se aconteceu foi porque era pra acontecer. Ahh, e é claro mudar o significado do meu nome, pois ele não pode mais representar o que eu sinto por você... Prazer, meu nome é Di.h de distância.
                               
                                                                                                               Di.h

terça-feira, 24 de abril de 2012

Vienna



        Aquele momento em que nem sua imaginação pode te salvar, aquele em que a realidade bate à sua porta, maravilhosa ainda que distante, em que o futuro se recusa a ser o passado e não te deixa nem revivê-lo, em que sua mente corpo e alma querem coisas totalmente diferentes. É lugar onde as estrelas ficam abaixo dos seus pés e sua voz me alcança, me fazendo querer o contrario do que ela diz.
       Minha garota, por que você não é mais garota? Só o tempo que eu estive fora foi o suficiente para você se tornar uma mulher e me impedir de ter a garota meiga por quem me apaixonei. Perceber que você crescia por trás das pequenas letras de nossas conversas tolas e saber que talvez eu deva começar a amadurecer, mesmo sem saber o motivo de um futuro em que você não esteja.
       Talvez deixar as pequenas quedas adolescentes seja um bom começo, mas ai eu me pergunto se você é uma queda ou algo mais, paixão ou obsessão, adolescente sem rumo, ou mulher que canta verdades da vida, seja o que for ainda sei que não temos casa e se não posso sonhar com a menina, então posso sonhar com todos que não tem lar achando uma casa.
      As estrelas que estão no seu céu também estão no meu chão e espero que elas estejam lá com você quando a mulher que esta surgindo achar uma cas, e quendo eu achar a minha também. Quem sabe com sorte as duas casa não estejam no mesmo lugar, quem sabe esse lugar não é Vienna?




                                     Di. H