quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sem respostas

‘’ Quando nós ficamos assim? Mais amigo do que aman- tes, quando eu te superei? Qual foi a razão de tudo o que aconteceu? Você se lembra de como éramos? Mudamos, mas foi para melhor? Hoje doer menos é um bom sinal? Oué um sinal de que deixamos de nos importar? Eu ainda me importo? Você ainda pensa naqueles dias? Você ainda pensa em mim? Em nós? Quando eu for embora você irá chorar por mim? E quanto a mim, eu irei chorar por você?
      E ele? Você choraria por ele? Você ainda gosta dele? Ele ainda gosta de você? Você faria de novo por ele? Você fez por ele? Você fez? Ou foi tudo fantasia minha? Fanta-    sia ou sonho? Sonho ou pesadelo?
     E ela? Vocês ainda são uma só? Qual das duas eu amo mais? Você? Ela? Eu amo as duas diferente? Isso realmen- te importa? Ela se importará copmigo depois que eu for? Eu ainda me importarei com ela? Você ainda se importará comigo?
      Iremos nos encontrar no futuro? Nos reconheceremos lá? Existe essa chance? Você já o terá esquecido? Eu já a terei esquecido? Já teremos nos esquecidos de nós mes- mos? Já fomos nós? Eu algum dia tive chance? Eu ainda tenho chance? Eu quero ter uma chance? Algum dia teremos as respostas destas perguntas? Elas tem respos- tas? Você poderia responder uma ultima pergunta mi- nha? E agora?’’       
                                                               Di. H

Virgo

‘’ Algo de tudo isso é real? Porque para mim tudo parece  um sonho muito longo, como se eu não andasse e fosse o cenário que estivesse se movendo, junto com aquela sen- sação de que do nada tudo se desmanchará e eu estarei ao topo de um arranha-céu com uma lua em forma de co-  ração acima de minha cabeça, ou pior, acordarei.      
     Estamos caindo nos vícios modernos? Porque eu vejo que estamos piores, mais inconsequentes, irresponsáveis, imaturos, inacreditáveis e outros tantos ‘’I’s’’. Será que é porque nós já caímos em outras quedas e abismos ou se- rá que é porque gostamos da adrenalina de despencar dos altos céus? Aquele sentimento de que se a gravidade nos puxa é porque ela nos quer por perto, de que alguém nos quer por perto.
     E a distância? Por que ela só existe para aquele que amamos? Só porque, só porque... pois bem, eu não vejo justificativa para tal castigo. Talvez quando, e se, eu achar o terceiro ‘’d’’ eu ache a resposta, por enquanto eu só tenho o ‘’dream’’ e o ‘’drop’’ por isso fico devendo aos senhores o ‘’distance’’.
     Sim meus amigo, mais uma delas e verdade será revê-  lada a todos, mas ainda temos tempo de sobra e por hora me deixem cair de novo, ou será que eu ainda estou no meu primeiro pulo no abismo? Seja como for, a sensação de cair é ótima’’                 
             Desculpem-me pelos termos em inglês, mas foram eles que me deram a inspiração para este texto.           
                                                                           Di. H

domingo, 25 de setembro de 2011

A mímica

     ''A mais ou menos 365 dias atrás minha vida começava a perder sua paz, tudo por causa de uma garota sabe? Mas não uma garota comum, ela era diferente de todas as outras e eu passava a ter conversas bestas com ela, brincadeiras infantis e mais tempo juntos em uma relação, que em pouco tempo a partir daí, botaria fogo em minha vida, fogo que ainda queima forte.   
     Mas ultimamente venho tendo esse dejà vu, não sei se é uma miragem nas chamas ou se já estou delirando com a fumaça do incêndio, mas estou vendo um pequena mímica copiando os passos da tal incendiaria.É o mesmo roteiro baseado em anos, eu conhecia só superficialmente no ano anterior ai no começo do ano seguinte nos conhecemos melhor e conforme esse ano passa vamos ficando mais próximos.
     Foi o roteiro da incendiaria e esta sendo também o script da mímica e não é só isso, a mímica esta tendo comigo as mesmas conversas imbecis, as mesmas brincadeiras infantis e estamos passando mais tempo juntos, tudo na mesma época que a incendiaria o fez!              E adivinhem, assim como o que aconteceu com a incendiaria, eu já estou considerando a mímica uma grande amiga.
     Aos que conhecem minha história com a incendiaria peço que não se assustem achando que o mesmo fim trágico( olha o drama) e concequencias se aplicaram a essa nova. Por mais que ambas tenham dado a mesma resposta ao mesmo desafio, a mímica só reproduz uma parte da minha relação com a incendiaria, uma das melhores diga-se de passagem. É impossível que tenhamos uma repetição total, eu e incendiaria tínhamos mais afinidade química que muitas das reações ideais que habitam as provas de vestibulares, coisa que eu não tenho com a mímica ou com qualquer outro ser vivo.
      Ao final eu acho que a mímica poderia ser um presente dado a mim nesses tempos turbulentos, para que eu possa me recordar de uma das épocas que eu mais gostei na minha vida. Talvez uma lembrança da garota alva e bochechuda que se encarna em uma garota pequena, linda, alva e bochechuda''   
             
                                                                           Di. H

domingo, 4 de setembro de 2011

Primeiro ato

O que virá a seguir é uma narrativa sobre o que aconteceu durante parte de 31 dias da minha vida para comemorar o 1 mês deste blog, pensei em escrever sobre o futuro,mas quando faço isso acabo me decepcionando. Também pensei em escrever sobre o presente, mas ai ele se esfarelaria ao vento como sempre faz quando eu escrevo sobre ele, portanto irei escrever sobre o passado que imutável e eterno. Pois bem, vamos a música:
                            
                                      
♪ Você me faz querer... Eu nunca serei boa o bastante. E tudo o que você ama queimará na luz♪  

   ‘’Dois de fevereiro, quarta feira a noite, mais um dia que chegava ao fim igual a todos os outros que houveram desde que ela foi embora. Ainda tentava lidar com o então novo sentimento de falta.Ligo a tv e encontro uma musica, ainda ia ouvi-la muitas vezes ate o final das férias, boa melodia, boa voz, visual elaborado, o único problema era a letra com a qual eu não conseguia me identificar, já que a cantora cantava sobre aquele sentimento que as garotas tem quando são abandonadas por alguém pela qual ainda são apaixonadas, sentimento esse ao qual eu era incapaz de me enquadrar.
                                            *
<!--[if !vml]--><!--[endif]-->         Em outra parte da cidade na mesma noite,com possibilidade de ser ate na mesma hora em que eu ouvia a musica pela primeira vez, um casal discutia. O rapaz, após perceber que não gostava da garota como antes e que o relacionamento não estava sendo o que ele esperava, decide terminar com a moça, que estava perdidamente apaixonada por ele o que a fez se desmontar em lagrimas e dizer que eles só estavam passando por uma fase ruim, mas o rapaz permaneceu com sua decisão. Alguém, enfim, se identificava com a música.’’ 

Segundo ato



♪ Seus olhos, seus olhos. Eu posso ver tudo em seus olhos. Seus olhos ♪

  ‘’ No dia seguinte ao ocorrido eu encontrei o mais novo Ex-namorado, ele me parecia tranquilo e me contou o que tinha acontecido como se fosse algo sem importância e eu recebi a noticia do mesmo jeito que ele me contou, por que eu haveria de me importar com a garota, tudo bem que logo eu passaria a vê-la todos os dias, mas até então só a tinha visto duas vezes na minha vida.
       E então esses dias de convivência constante com ela chagaram e os dois ex’s mesmo estando no mesmo ambiente evitava se falar, eu sempre só falava o básico com ela, talvez pelo fato de sermos quase desconhecidos ou talvez por eu ser tímido. Mas pouco importava já que ela não agüentava ser ignorada por muito tempo pelo Ex-namorado e saia logo de onde o nosso grupo de amigos estava.             
                                       *
       Eu não me importava com os dois, tinha meus próprios problemas: a saudade da que tinha ido embora só crescia. Os dias passaram e em um deles eu decidi deixar o grupo ,ias cedo e ir caminhar sozinho com a saudade, eis que eu ouço a voz da que partiu me chamando, viro de costas e vejo o vulto dela me abraçando, não podia ser, ela teria voltado?
       A resposta infelizmente foi não e eu fiquei surpreso ao ver quem realmente era: a Ex-namorada e sua nova amiga que vinha atrás dela, a Ex tinha gritado o meu nome e corrido para me abraçar. Acho que ela não percebeu o meu desapontamento, pois ela começou a falar comigo mais animada do que das outras vezes, até eu falar que eu realmente tinha de ir.
       Mais tarde naquele dia eu a revejo de longe e começo a lembrar do que tinha acontecido mais cedo também lembrei da que tinha partido, eis que a Ex-namorada olha na minha direção e nossos olhos se encontram por um momento, sinto algo quente no meu peito, e viro o rosto com medo que alguém estendesse errado, que ela entendesse errado. Alguns segundos depois eu a olho de novo, ela estava arrumando os cabelos atrás da orelha, um gesto que, segundo as más línguas, indica interesse.’’ <!--[if !vml]--><!--[endif]-->    

Terceiro ato



       ♪ Me mostre todas as coisas que eu deveria saber. Quando há uma nova lua em ascensão ♪
        
       ‘’ Aquele meu encontro incomum com a Ex-namorada havia aumentado as minhas saudades da que havia partido, tanto que cheguei a perguntar a um velho amigo qual era a diferença de uma grande amizade para um amor e ele me respondeu que se ele soubesse a vida dele seria muito mais feliz (vide H)
                                            *
          A partir disso os dias passaram rápidos e constantes, muitos estudos já que eu ia prestar vestibular ao final do ano e muito esforço para me adaptar a essa nova fase da minha vida, mas aos poucos as coisas foram mudando. Já que todas as vezes que eu olhava para a Ex-namorada eu      lembrava a que tinha partido eu passei a me aproximar da Ex, mais conversas, mais brincadeiras, mais contatos físicos.
         Foi assim no começo, pois quanto mais o tempo ia passando e eu ia conhecendo a Ex-namorada e eu, quase que proporcionalmente, ia me esquecendo das saudades e ia parando de lembrar a que tinha partido quando olhava para a Ex e passava a lembrar da sensação quente no meu peito de quando os nossos olhos se cruzaram. Eu estava esquecendo a que havia partido.
                                              *  
          Após um tempo passei a perceber o que estava acontecendo comigo, já começava a pensar em cenas de mim e a Ex juntos, mas logo que me dava conta da minha imaginação fazia questão de mandá-la para longe, afinal ela era a ex-namorada de um dos meus melhores amigos. Passei, sem sucesso, a tentar evitá-la, mas a vontade que eu tinha de a ver era sempre maior. Depois de um tempo as cenas ficavam mais constantes e difíceis de tirar da minha mente, passei a sentir um vazio quando não estava perto dela.
          Estava ficando perigoso, já começava a ficar triste quando ouvia boatos que o Ex-namorado queria voltar com ela e angustiado quando pensava que ela só tinha se aproximado de mim para fazer ciúmes nele.
          Era domingo de manha quando a ficha finalmente caiu revelando o obvio: eu estava apaixonado!’’         
                                                   <!--[if !vml]--><!--[endif]-->

pausa

                      O quarto ato que vem a seguir é o maior de todos e por isso eu o separei em dias, portanto se estiver cansado/a sugiro a você que dê uma pausa é termine de ler mais tarde pois para mim o que vem a seguir é a parte mais importante do relato e significaria muito para mim se vocês a lessem com atenção. Obrigado!

Quarto ato/1



        ♪ Eu poderia mentir por você meu amor. Eu poderia roubar por você meu amor. Eu poderia matar por você meu amor ♪

Domingo: minha paixão pela Ex-namorada tinha acabado de me ser revelada, obvia como se sempre tivesse sido assim e agora todas as consequências dessa recém descoberta paixão povoavam minha mente: e se ela só estivesse me usando, e se ele ainda gostasse dela, e se tudo fosse minha imaginação. A única coisa que era induvidavel era que eu estava apaixonado, passei a me sentir mal.
          Mais tarde naquele dia falei com a Ex pelo computador tentei agir normalmente, porém o nosso normal já era algo a mais. Decidi fazer uma brincadeira com ela, disse que dentro de uma semana eu voltaria para São Paulo, minha cidade natal, como resposta a isso recebi vários emoticons tristes e um ‘’não’’ em letras maiúsculas e com o’s repetidos, não posso mentir que esperava mais.
          Desmenti a informação e disse que só ia fazer uma viagem de quatro dias no próximo domingo, ela me mandou mensagens de alivio e após mais alguma conversas nos despedimos.
                                           *
 Segunda feira: Ao acordar e lembrei dos últimos acontecimentos uma parte de mim ficou angustiada e outra ficou feliz, ambas pelo mesmo motivo: nesse dia eu iria ver a Ex-namorada.
           Ao encontrá-la a nova amiga dela foi quem falou primeiro, depois dos intermináveis abraços e carinhos de recepção que eu tinha com a Ex, me perguntando como eu tinha coragem de fazer a Ex chorar, confuso olhei para a dita e ela me respondeu que havia chorado quando eu disse que ia para SP. Aquilo me pegou de surpresa e mandou o meu ressentimento para bem longe, mas por pouco tempo.
         Passamos a conversar, eu, a Ex e sua nova amiga, e para as nossas proporções até que eu e a Ex estávamos distantes, até que subitamente a Ex-namorada agarra o meu ombro e me empurra para o colo dela. Fiquei espantado, tanto com o súbito movimento quanto com a brutalidade dele e a resposta para o meu espanto logo veio: meu grupo de amigos vinha passando com o Ex-namorado ao final do conjunto, que ignorou tanto eu quanto a Ex.
        Tirando o susto tudo teria ficado bem, mas depois que eles passaram a ex me tirou do colo dela com a mesma delicadeza com a qual havia me colocado nele e saiu correndo para falar com o Ex-namorado. A angustia voltara.
        Voltara e mais forte do que nunca, o suficiente para me abater tanto fisicamente quanto emocionalmente. Mais tarde eu reencontrei a Ex e sua nova amiga, elas perceberam que eu não estava o.k, mas eu disse a elas que era só cansaço. Pedi a nova amiga se eu poderia falar com ela a sós e depois de muita insistência inútil da Ex-namorada para saber sobre o que seria a conversa conseguimos um tempo sozinhos.
        Já a sós com a nova amiga eu fui direto ao ponto e perguntei se a ex estava me usando e se ela ainda gostava do Ex, a amiga disse que não sabia as respostas mais ia procurar saber e me jurou guardar segredo. Ainda naquele dia a nova amiga me respondeu, disse que após uma conversa ‘’ despreocupada’’ com a Ex ela havia descoberto que ela já tinha superado o Ex e não estava usando nin -guém. O mundo parecia mais feliz.

Quarto ato/ 2

                                       

Terça feira:nada de muito importante acontece nesse dia, pois tentei ignorar a Ex-namorada nele e ate certo ponto consegui.

 Quarta feira: Acordei como nos outros dias meio angustiado e meio feliz. Nesse dia o Ex-namorado me chama para uma conversa em particular; Após o susto inicial ele me revelou que queria achar um jeito de ter uma conversa com a Ex-namorada, mas não sabia como e que como eu estava próximo dela estava me pedindo ajuda.
          Perguntei sobre o que era a conversa e ele me disse que depois da conversa me diria,portanto eu o ajudei. Me entendam que essa poderia ser a minha chance de descobrir se ele queria ou não reatar com ela.
         Fiz os dois conversarem, e depois disso quando o fui perguntar sobre o assunto ele me disse que não queria falar ai , sem pensar, o perguntei se ele confiava ou não em mim. Logo que percebi a minha fala me assustei comigo mesmo, ate onde eu iria por essa paixão, o quão baixo eu chegaria pela Ex, emudeci.
            Mais tarde naquele dia descubro uma historia sobre o Ex: ele já havia pensado em ficar com a ex de um grande amigo dele, mas não o havia feito por motivos maiores, por pior que pareça minha consciência ficou mais leva depois disto.
           Ainda na quarta eu encontrei a Ex-namorada, ela me parecia abatida, perguntei o que tinha acontecido e ela me respondeu que eu devia saber já que fui eu quem tinha armado a conversa dela com o Ex, nos falamos mais um pouco e ela foi embora à hora em que uma velha amiga minha chegava.
          A essa velha amiga contei tudo o que estava acontecendo, e ela me aconselhou a esquecer o Ex-namorado e tentar sair com a Ex namorada e ver o que acontecia, gostei da idéia.

Quinta feira: Decidi seguir o conselho da velha amiga e chamei a Ex para sair no sábado, ela disse que já estava ocupada no dia, mas iria dar um jeito de ir.
           Mais tarde eu e a Ex-namorada tivemos nosso momento mais romântico até então: uma amiga dela havia recebido um buque e a ex pegou uma das rosas para me dar, logo que apanhei a flor me ajoelhei e a devolvi dizendo que a rosa deveria ficar com alguém realmente belo e sensível, ela sorriu e corou. Teria sido perfeito se o Ex-namorado não estivesse por perto.
   
Sexta feira: A Ex-namorada me diz que ela poderia comigo sair no sábado e só faltava escolher o lugar e a hora, perguntei se ela tinha alguma sugestão e ela me respondeu que eu era o homem e era eu que deveria decidi. O futuro só dependia de mim.’’ 
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Quinto ato

 Quinto ato
       
      ♪ E toda vez que eu olho nos seus olhos... estou queimando na luz♪
   
   ‘’O sábado começara mais feliz do que os outros dias da semana, que haviam oscilado entre extremamente angustiantes e tristes quando o pensamento de estar sendo usado ou estar traindo um dos meus melhores amigos era dominante e incrivelmente alegre quando achava que tudo poderia estar ao meu favor com a Ex-namorada realmente gostava de mim e o Ex-namorado realmente não mais ligava para ela. Mas hoje era o dia que eu iria sair a sós com ela e tirar toda essa historia a limpo, tanto para o bem quanto para o mal.
     Fiz todas as minhas responsabilidades logo pela manha e nessas tarefas acabei encontrando o Ex-namorado, ele não parecia saber o que eu estava planejando fazer naquele dia o que me fez me sentir um pouco ressentido, porém a essa altura do campeonato eu nem mais ligava. Tudo o que eu estava pensando era no meu encontro com sua ex, já tinha o meu plano: como era dia de carnaval em Maceió então a noite eu a iria levar para longe da multidão para algum lugar em que a praia estivesse deserta e ali poderíamos fazer o que quiséssemos.
    O plano era bom, mas quando eu a liguei para avisar o que iríamos fazer ela me disse que pela noite estaria ocupada e que queria ver o carnaval na rua já que ela nunca havia visto um. Meio contrariado acabei concordando de sairmos à tarde, talvez aquilo não me atrapalhasse muito, esperava.
                                          *

     Pela tarde coloquei minha melhor roupa e fiquei pensando no que fazer quando estivéssemos no meio da multidão, e devo admitir que não tive muitas ideias, mas mesmo assim fui confiante. Ao chegar já tive uma decepção: ela não estava sozinha mas sim com algumas amigas, das quais eu não conhecia nenhuma, meus poucos planos iam para o espaço.
     Como eu já não tinha mais planos perguntei a elas para onde nos iríamos dali e a resposta foi minha segunda decepção: elas estavam planejando ir para a casa do Ex-namorado. Daí em diante fique mudo, tirando a ex-namorada eu não conhecia ninguém naquele grupo e as novas informações haviam destruído todo o meu bom humor e confiança.
    Enquanto isso a Ex-namorada não parecia estar muito concentrada, e tudo o que falava parecia recair na tentativa de ligar de novo para o Ex e dizer que ela e o resto do grupo estavam indo para casa dele, coisa que nenhuma delas estava conseguindo. Continuaram tentando e enquanto não conseguiam ficávamos vagando, já estava ficando com raiva da situação e da minha incapacidade para invertê-la, e o mais irônico era que a multidão ao meu redor parecia estar tendo a maior diversão da vida delas.
      Eu olhava para a Ex-namorada, ela parecia estar tão perto, mas tão fora do meu alcance,  me perguntei se quando chegássemos a casa do Ex ela voltaria a ficar próxima, e tive medo da resposta. Resposta essa que veio quando todas as amigas dela começaram a falar que o Ex-namorado já havia falado que queria voltar com ela e a perguntar se ela o aceitaria de volta, até que uma delas a pergunta se ela ainda era apaixonada por ele e ela respondeu:
         - Eu ainda sou louca por ele- E após dessa confissão ela olha diretamente para mim para não contar nada para ele. Atordoado fiz que sim com a cabeça e após alguns minutos disse que tinha de ir embora. Mas nada mais fazia sentido, tudo parecia irreal, o som, a alegria, tudo, pela primeira vez na minha vida tinha o meu coração partido e os cacos dele pisoteados. Ao final, a música do começo deste texto e cujos versos abriram cada Ato ainda não faziam sentido mas ela havia se tornado a base da vida da minha musa errante e a fez me mergulhar no sentimento dela na esperança de ter o seu amado de volta. Mas agora a música havia acabado. Mas agora essa musica acabou.’’
                                                                                         
                                                                                                               Di. H
          Bem essa foi a história, ou parte dela ja que depois do últimos acontecimento citados houveram outros relacionados ao tema, os quais eu eustou avaliando se merecem ser reunido em um epilogo ou não, mas por hora fiquem com este desfecho e os peço que não julguem ninguem a não ser eu, já que os pensamentos e intenções dos outro personagens não são conhecidos e o que eu os relatei foi só a minha visão do ocorrido. Me desculpem se algo foi enfadonho nesse texto e obrigado.